24/10/2005 16:26

enviada por Luiz
24/10/2005 14:11

enviada por Luiz
19/10/2005 14:51

enviada por Luiz
19/10/2005 14:25

enviada por Luiz
08/09/2005 10:37
Para os mais preguiçosos!
www.fotolog.net/luizmussio
enviada por Luiz
08/09/2005 10:36
Fotolog meu
www.fotolog.net/luizmussio
enviada por Luiz
28/06/2005 09:45
E AI AMIGUINHOS!
Depois de tanto tempo sem atualizar resolvi por uma ordem aqui nessa casa...dessa vez não vou liberar o e-mail comunicando que estou atualizando, quem quiser acessar acesse!
Esse ultimo Fds (24-25-26/06/05)foi cheio dos eventos!
24 - Show no Zamzibar da banda "Os Elementos" de Bauru. A banda foi competente, o show só não foi melhor pela falta de interesse dos linenses, apenas o pessoal de sempre, aqueles que respiram musica, apareceram...e isso desencoraja qualquer iniciativa roquera aqui na cidade
25 - Teatro no Paulo Magalhães com a peça "Entre o amor e o desejo", os atores muitos bons, tudo muito bem feito (apesar da estória em si, não ter me agradado) com qualidade, o defeito novamente veio por parte da nossa cidade que ignorou novamente um evento legal...mas o que podemos fazer se os linenses não se detem em coisas diferentes, com certeza se tivesse qualquer atorzinho da
Malhação no meio do elenco teria lotado(parafraseando as palavras do Aurélio)...
26 - Nada de especial, apenas o primeiro ensaio da Incalf, e ficou muito bom diga-se de passagem com direito a uma musica nova (Ode aos amigos) com gaitinha e tudo mais...
ontem(27/06) conversei com nosso futuro vocalista (Abe) e aparentemente esta tudo certo pra um primeiro ensaio...
************************dica de filme******************************
Esse fds assisti o Diario de Motocicleta sobre a viagem de Che pela america do Sul, e também o Resident Evil: Apocalypse...mas não é nenhum desses que vou comentar e sim o.....
Monty Pyton: A procura do Cálice Sagrado
É meus coleguinhas...esse é um dos melhores filmes que eu já vi...critica a sociedade inglesa(europeia de um modo geral), contesta valores de uma maneira muito engraçado. Uma caricatura das historias medievais, nonsense do começo ao fim.
Destaque para:
- A luta de sir Lancelote com o Cavaleiro Negro
- Os temiveis Cavaleiros que dizem Ni
- O principe chabi
Esse filme tem em DVD na Video e Cia...tem até extras e tudo mais, fora que assistir Monty Pyton em DVD pra quem estava acostumado(como eu) a assisti-los em VHS é uma experiencia totalmente nova, as imagens escuras dão lugar a imagens muito bem definidas!
Abraço, e por hoje é só
POR FAVOR, COMENTEM
enviada por Luiz
15/06/2005 11:47
Ah muito sem atualizar, desculpa a todos os fãs deste blig. Sei que estou em falta com todos vocês
Na atualização de hoje vou recomendar antes de tudo um site
www.benitodipaula.com
Site do mito da musica romantica, o cigano do piano, nosso amigo e e amigo do "Charlie Brown" Benito di Paula.
Cantor, pianista, romantico, idolo! Esse é Benito, um homem que canta a "mulher brasileira", "meu amigo charlie brown", enfim embalou toda uma geração de romanticos que hoje se tornaram nossos pais!
E não é que apesar de ultra-tiozão o site do cara é caprichado, pesado e cheio "balangandans"!? Pois, Benito ta na crista da onda como diriam seus contemporâneos.
*********************
Agora vamos falar sobre a alegria que foi ter um feriado na segunda, nada melhor que dormir um domingo sabendo que ninguem vai te acordar na segunda, isso só não valeu pra Si, que dormiu em casa e foi acordada por vários bjos meus, mas acho que ela não achou ruim, pelo menos naum reclamou.
*********************
Todos que tem meu profile no orkut favor observar o testimonal que recebi da minha kirida Jade, muito bonito e emocionante"! heheh
*********************
Concurso: NOME BACANA PRA BANDA DO LUIZ
É isso ai meus amiguinhos, conto com a ajuda de vocês para sugerir um nome pra minha banda, assim que eu puder montar uma, hehehe, e como prêmio o autor do nome escolhido recebera um exclusivo abraço do Luiz ♫, e uma homenagem no Blig, sim isso mesmo, uma homenagem com foto e texto dizendo como vc é legal.
E veja como é facil participar, basta escrever um comentário com sua sugestão e assim farei uma triagem...e mesmo que não escolher nenhum dos nomes o mais legal vai receber o premio de qualquer forma.
É isso, não perca essa oportunidade unica de mostrar como vc é legal e criativo!
********************
Abraço a todos...~Pô to sem imagem legal pra ilustrar...bom vou colocar a foto de uma banda muito legal que eu admiro pelo som, e pelo clemente que parece ser um kra mto camarada...é isso ai

enviada por Luiz
31/05/2005 13:42
MAIS UMA ATUALIZAÇÃO
Caros amigos que lêem o "Isso Mesmo", na falta de uma nova entrevista resolvi postar uma resenha do DVD que assisti esses tempos

Legend: Best of Bob Marley and The Wailers
O som que o Bob Marley fazia é muito bom, e eu nunca tinha assistido muitos videos sobre o cara, ele não parece ser facilmente exibido nas MTv´s da vida, então peguei esse DVD com um amigo pra poder qual que era a do cara.
O show do Bob era muito legal, um show man, cheio de simpatia com o publico, uma banda que segurava a viagem do Bob e três backing vocals muito presença, com pano afro na cabeça e tudo. Quando mostravam shows mais antigos, antes do boom do reggae já dava pra perceber que esse estilo ia pegar.
Dá pra destacar várias musicas como "Bufallo Soldier", "Is this love" com a mega presença do guitarrista Peter Tosh, a baladona "No Woman no Cry" e a mais bonita de todas na minha opinião "Redemption Song".
O DVD é massa, se tiver oportunidade de assistir vale a pena, ah, também tem um documentário sobre o Bob que chama "Time will tell", mas por problemas no disco não deu pra assistir inteiro.

Em breve novas entrevistas, só falta encontrar entrevistados, hehe
Um abraço aos amigos que reencontrei nesse feriado e fim de semana, foi muito bom, estava com saudades!
Agora um momento nostalgia, voltando ao distante ano de 2001 (desenterrei um disquete velho da minha gaveta)

Motorama Primeira Formação. Moita Eu e o Lucas
AURÉLIO e eu (eu consigo ficar vesgo com o olho só...coisa de "o escolhido"
Marcel "El Sancho" Borba
Enfim é isso!! ah não peraí
"que photoshop o que! Paint Rulez!!!" assim disse Luiz "Duro na Queda" Mussio
Abraço a todos!
enviada por Luiz
17/05/2005 17:32
E ai galera que ainda lê o "Isso Mesmo", tenho uma entrevista novinha em folha pra vocês, e essa foi com um cara que eu admiro muito, o Felipe Ricotta
Luiz - E ai Felipe, como esta a banda Carol Azevedo atualmente?
Felipe Ricotta - A gente tá terminando de gravar nosso EP de estréia, o "Democracia Chinesa", que está previsto pra ser lançado no mesmo dia em que o Axl lançar o dele, e estamos ensaiando pra tocar no Ricotta'n'Roll que vai rolar dia 22 de Junho no Teatro Odisséia aqui no Rio. Nessa dia, vai tocar tb o Luisa Mandou Um Beijo e o Nipshot.
L - E como você começou a escrever suas Ricottas na internet?
R - No início eu mandava só pra minha lista de amigos, mas aí fui começando a roubar a lista de amigos deles e descobri que tinha gente que curtia. Daí, eu comecei a mandar pra geral mesmo, sites, revistas e acabei ganhando um espaço bacana na net.
L - Com certeza, alias você é lido até pelo carinha do Maskavo (ultima Ricotta), as minas da TPM. Conseguir um espaço maior pra divulgar seus textos mudou a forma de você escrever, já que agora não são apenas amigos que tem contato com o que você escreve?
R - Cara, foi mudando naturalmente. Antes era mais na brincadeira. Mas minha intenção continua a mesma : escrever pra quem não gosta muito de ler.
Ricotta e amigos no show do Los Hermanos (vulgo Irmãos Barba, pelo próprio Ricotta)
L - Como você descreve o som do Carol Azevedo?
R - Roque.
L - E quem quiser conhecer melhor a banda além de ir no show do dia 22, pode encontrar alguma coisa na net? (tirando aquela foto do TramaVirtual, anos 80 rulez total) www.tramavirtual.com.br/carolazevedo
R - Cara, na verdade eu tinha colocado umas versões demo acústicas lá mas tava muito tosco. Ainda não coloquei nada na net mas logo logo vou colocar. Provavelmente quando estrear o site da banda.
Ricotta tocando baixo.
L - Depois de ler o texto "Cansei de pagar de Ricotta nostalgica e triste" refleti um pouco sobre viver de musica, que é uma coisa q eu gosto pra caramba. Você pretende fazer isso, correr atrás do que você gosta?
R - Pô, é isso que eu tenho feito ultimamente. Acho que a hora de correr atrás daquilo que a gente realmente quer pra nossa vida é agora. Caso não dê certo, eu largo mão e viro burocrata de escritório igual todo mundo. Ou então morro de overdose, seria bem melhor...ehehehehe
L - Certeza, hehe. Aquele lance da pinta igual da Angelica é verdade?
R - É. Eu tenho uma barata peluda na perna esquerda. Igual ela.
Ricotta e seu irmão em um "momento inspirado": "...a hora de correr atrás daquilo que a gente realmente quer pra nossa vida é agora..."
L - Que bagulho loco cara. Bom manda uma mensagem pro pessoal que le o "Isso Mesmo", e com certeza os que vão entrar só pra ler a entrevista. E valeu pela camaradagem!
R - SE NÃO TEM ESPAÇO PRA GENTE NO MUNDO, A GENTE ABRE UM NA MARRA. É isso...ehehe Foi um prazer, maluco! Tamos Aí. Abraço
Agora uma singela homenagem aos meus amigos dessa foto: Jade, Ana e Felipe...Noite da mega pupila
Obs: Se você ainda não leu os textos do Felipe Ricotta não deixe de entrar no site abaixo, os textos deles são muito engraçados e faceis de ler...
www.carolazevedo.zip.net
Abraço a todos!!
enviada por Luiz
02/05/2005 17:04
E ai galera...
Má Noticia:
Infelizmente o Show em São Carlos não vai acontecer
mas tudo bem! foi legal pra dar uma agitada no repertório
Agora uma homenagem ao time de futebol do faturamento(ta certo que eu sou da exportação, mas é a galera que trabalha na mesma sala que eu)
É isso ai, parabéns para o Dream Team do Faturamento do Bertin
Ai...sem muitas novidades musicais...estou ouvindo muito: Tubaina, Dance of Days, Fresno, Jazzie e os Vendidos, Green Day e a demo do Motörama!! hehehe.. a melhor!
enviada por Luiz
25/04/2005 21:51
Comunicado:
"É com muita alegria que comunico o lançamento da demo do Motörama, quem quiser uma cópia por favor me comunique, em breve estaremos disponibilizando em CD-R e MP3. A demo contém cinco musicas próprias: "Asas Alvas (a fuga do tempo)"; "Nenhuma Lágrima Mais"; "Antena"; "Vinte Carnavais" e "Garota Verde"
Estamos com nosso primeiro show marcado para o dia 14/maio em São Carlos, vamos abrir para o Pearl Jam cover numa festa da UFSCAR organizada pelo nosso amigo Vizeba, quem quiser viajar com a banda pode me mandar um e-mail, mas os lugares são limitadissimos, porém vamos fazer um esforço pra levar o maximo de pessoas, pois isso vai baratear o transporte.
É isso ai, o Motörama esta de volta, e agora é pra valer!
enviada por Luiz
15/04/2005 22:09
Mais uma semana esta acabando, e gostaria de agradecer a todos que tem participado das entrevistas, que tem opinado através da comunidade Rock em Lins, os (poucos) que tem comentado no nosso blog de entrevistas.
E pra não deixar a coisa esfriar tenho uma entrevista novinha pra vocês, essa não é uma entrevista só sobre rock, e sim com uma pessoa que participou da noite linense, como dj, apresentador enfim um baladeiro que conheci numa coluna muito legal na www.benonet.com.br.
Wagner Trevizi foi muito gentil, e aceitou prontamente ao meu convite, mesmo advertindo que a praia dele não é apenas o rock, e sim a musica.

Luiz(L) - Obrigado por atender prontamente ao convite da entrevista, nossa comunidade tem por fim aumentar a interação entre as pessoas que se interessam por musica aqui em Lins, e como eu pude ler em suas matérias no site Benonet (www.benonet.com.br) este é um assunto que você conhece. Como foi que você começou a se interessar por musica?
Trevisi(WT) - Olá pra todos e obrigado pelo convite, bom o interesse por música acho que veio logo na barriga da minha mãe(rsrs), gostar de música ou se interessar por ela, todos gostam, cada um com sua preferência musical(estilo), mas trabalhar com ela acho que é um dom que vem de Deus mesmo. Desde de muito pequeno eu gostava de ouvir música, me interessava pelas músicas que tocavam nas aberturas de novelas. Depois veio o interesse pelo rádio, as gravações em fitas cassetes e por ai vai.
(L) - Quando pensamos em eventos em Lins, geralmente imaginamos uma boate cheia tocando variados estilos eletronicos intercalados com musicas que são hits do rádio ou a mesma boate cheia com uma banda de pagode. Não existe muita variedade, e quando vemos iniciativas como a que aconteceu recentemente de trazer um musico conhecido com o Kiko Zambianchi, da pra perceber que mudanças geralmente não são bem vindas, vide o comparecimento na noite. Você acha que esse panorama é resultado da falta de interesse do publico, da ma divulgação de eventos diferentes ou da cultura da nossa cidade que não se interessa por estilos diferentes?
(WT) - Lins é engraçado, quando a moda é Dance, o povo ouve rock, quando é Rock eles ouvem pagode, quando é pagode eles gostam de Dance e assim vai, acho que a falta de personalidade musical é o grande problema da cidade, então os donos e promoters de boates e festas ficam malucos pra acharem um evento que consiga trazer um grande público, até porque Lins não é uma grande metrópole. Um bom exemplo é as festas de bebidas grátis, eu acho uma apelação, é uma falta de opção mesmo, pois eu sou do tempo em que o jovem não via a hora de chegar o fim de semana pra ir na boite, e olha que não tinha noite de nada, era apenas um fim de semana normal com muita música.

(L) - Fale um pouco sobre o tempo que você esteve ativamente envolvido com musica na nossa região, discotecando e sendo um pioneiro na região, e também apresentando programa de radio.
(WT) - Cara foi uma época de aprendizado e muitas alegria, o rádio é mágico e popular, deixa agente bastante exposto. O que agente tentou passar pras pessoas que gostava de ouvir música ou de sair pra dançar era sempre de coisas boas, músicas boas e de qualidade, nem sempre éramos compreendidos, mas com o passar do tempo foi criado uma certa respeitabilidade entre eu e o público, coisas que você constrói com muito trabalho e honestidade(o que não acontece hoje em dia).

(L) - O que você tem ouvido atualmente?
(WT) - Tenho ouvido muito Pop/Rock atual, anos 80 claro além de Beatles e Elvis , e um pouco de músicas populares, não porque goste é porque coordeno uma rádio aqui onde moro que segue essa linha, sei que vão perguntar: e a musica dance que você trabalhou tanto tempo? Bom acho que a música dance tomou vários rumos diferentes e no momento não me agrada, a não ser a house music.

(L) - Existe muita diferença entre a geração 80 e a atual?
(WT) - Sim claro, era uma geração que tinha que batalhar pra conseguir alguma coisa, fussar pra descobrir uma nova tendência, como já falei no minha coluna, a geração 80 era mas articulada, pois não ficavamos escondidos atráz de um computador, se quisesemos conhecer alguém tinhamos que sair na "caça" .

(L) - Muito obrigado pelas respostas, deixa uma mensagem para os leitores do "Isso Mesmo", e onde podemos ler seus textos?
(WT) - Obrigado vocês pelo convite, como sempre falo na minha coluna, aproveite, viva o momento, o presente, mas não esqueça do passado e se preocupe com o futuro, pois você vai ter 40, 50, 60...
Minha coluna você pode ver nos sites: www.benonet.com.br e www.cidadefm.com.br.
Abraços a todos.
FIM DA ENTREVISTA
Fiquei muito feliz com a reação das pessoas com a entrevista do Gabriel Thomaz, e espero que tenha gerado curiosidade nas pessoas que ainda não tinha ouvido AUTORAMAS, baita banda, muita energia e sinceridade.
Uma nota triste é que infelizmente não posso mais atualizar o "Isso Mesmo" no meu horario de almoço por motivos de força maior(empresa grande, internet censurando paginas sobre entretenimento, meu amor ao emprego), mas não precisa ficar triste, se jogar do cenorão, pular do mirante, entrar na fila do abate(olha eu falando de trabalho) porque o "Isso Mesmo" esta cada dia mais forte e com mais credibilidade, e devemos sempre ter esperança.
Grande abraço a todos, e quem quiser mandar uma resenha de disco será muito bem vindo, ganhando crédito perante a classe musical em Lins.(isso é q é premio)
enviada por Luiz
11/04/2005 12:35
Mais uma semana começando e mais uma entrevista para vocês.
Desta vez entrevistei um cara que vive de musica, tocando com a sua banda pelo Brasil todo(e fora do país também), conforme prometido a algum tempo, ai vai a entrevista que fiz com GABRIEL THOMAZ do AUTORAMAS, isso mesmo, você leu certo...ai vai a entrevista, muito ilustre e ilustrada com fotos que peguei na net. Ele fala sobre a banda, sobre as turnês e como nós devemos nos portar perante um cenário morno e morto como é esse que vivemos aqui na nossa cidade!

Luiz (L) - Gabriel, é um grande prazer pode entrevistar um cara tão dentro do meio musical quanto você. Foi uma grande surpresa descobrir como você é atencioso nos e-mail´s, apesar de todos as dificuldades que deve ser usar um computador entre os shows. Como é viver de musica, especialmente aqui no Brasil?
Gabriel Autoramas (G) - O prazer é todo meu! Cara, Eu já toco há muitos anos...Realmente viver de música no Brasil não é fácil, principalmente pra quem começa, mas o lance é ir se virando...Com o passar dos anos a gente vai acumulando conhecimento e o lance vai rolando, acho q não tem mistério. Faço o som que eu gosto, do jeito que quero, faço as minhas escolhas e tem tudo rolado legal.
Autoramas no Japão. Bacalhau(Bateria), Simone(Baixo/Voz) e Gabriel(Guitarra/Voz)
(L) - E como esta o Autoramas em 2005, com a mudança de um membro da banda? Isso levou a mudanças na sonoridade da banda no seu ponto de vista?
(G) - Estamos começando a ensaiar as músicas novas, mas acho que o estilo é o mesmo. Selma sempre foi fã do Autoramas, acho que ela própria não está a fim que o estilo mude...
Autoramas em ação
(L) - Como foi tocar com o GuitarWolf numa turnê tão longe de casa? O Autoramas é uma banda que constantemente esta fazendo shows fora do país?
(G) -Já tocamos no Chile, Argentina, Uruguai e Japão, e sempre foi muito legal. O Japão é um país maravilhoso, muito rico, e os shows por lá foram sensacionais, todos lotados. O Guitar Wolf é uma banda muito famosa por lá. Fiquei muito mal com a notícia da morte do Billy (baixista do Guitar Wolf). É realmente muito triste.
Gabriel: "Nada cai do céu, ou aparece de mão beijada."
(L) - Sobre a sonoridade do Autoramas, algumas letras remetem a temas da jovem guarda, dor de cotovelo, pessoais as vezes e constantemente ao longo dos três discos encontramos riff´s de surf music, guitarra distorcida(especialmente no disco "Nada pode parar os Autoramas" que esta com um peso a mais que os demais). Da pra definir o som da banda?
(G) - Costumamos dizer que é Rock para Dançar, mas na real nem ligo se dá pra definir o som ou não...Talvez a gente nem se encaixe em nenhum rótulo...Nosso som é RRRRRRRRRROCK !

(L) - Conforme já conversamos por e-mail, aqui em Lins não temos uma cena rock, uma grande dificuldade de realizar eventos relacionados a musica, enfim, as bandas que existem na região são lutadoras e constantemente acabam antes mesmo de se apresentar. Quando você começou a tocar, qual era a realidade musical onde você vivia?
(G) - Em qualquer lugar é difícil começar, mas o Brasil é muito grande...Se não tem lugar na sua cidade, vá tocar em outra...Acho q o lance é fazer o q se gosta. Nada cai do céu, ou aparece de mão beijada. Pra conseguir o que se quer existem mil caminhos. Invente o seu.
Gabriel: "...Nosso som é RRRRRRRRRROCK !"
(L) - Você decidiu viver de musica muito cedo ou foi uma conseqüência da boa aceitação da banda?
(G) - Sempre corri atrás pra que isso acontecesse. Saí de Brasília há 12 anos atrás pra isso.

(L) - E ai, quando veremos o Autoramas aqui em Lins? Rola vontade de tocar em locais diferentes do circuito Rio - São Paulo, pra ver a reação das pessoas?
(G) - Nós tocamos pelo Brasil e outros países o tempo todo, já fizemos mais de 300 shows, 96 só em 2004. Só faltam 5 estados pra completarmos o Brasil todo. No interior de São Paulo já fizemos shows em umas 20 cidades diferentes. E a reação das pessoas é sempre ótima.
Nunca fomos a Lins. Esperamos que apareça logo uma oportunidade. Seria ótimo tocar aí.

(L) - Gostaria de fazer uma pergunta que sempre fomos cobrados, especialmente na época do "Stress, Depressão e Síndrome do Pânico". O Autoramas vê algum problema em uma banda chama Motörama? (essa perguntinha foi tosca)
(G) - Eu não vejo problema nenhum. Por que teria? Acho que você deveria fazer essa pergunta pro pessoal do Motormama, lá de Ribeirão Preto.

(L) - Obrigado pela entrevista Gabriel, muita sorte e sucesso na estrada do Autoramas, afinal "Nada pode parar o Autoramas". Deixa uma mensagem pro pessoal de Lins, que anda meio deixado de lado pelos organizadores de shows e eventos especialmente no que diz respeito a Rock. Um grande abraço do "Isso Mesmo"
(G) - Se vocês ficarem esperando alguém fazer alguma coisa por vocês, não vai acontecer nada. Ficar sentado reclamando não leva a lugar algum. Uma das coisas mais legais do Rock é o "Faça Você Mesmo". Um abraço a todos.
Cartaz Japones. Autoramas e GuitarWolf(icone das banda de garagem no cenário mundial)

Essa foi a entrevista com Gabriel. Espero que vocês gostem, Gabriel foi muito camarada e atencioso, o cara é muito ocupado e mesmo assim arrumou um tempo pra responder as perguntas...e por favor comentem no blig, isso é muito importante tanto pra saber que o pessoal tem lido as entrevistas como também para receber sugestões.
PRÓXIMA ENTREVISA: Wagner Trevizi fala sobre musica em Lins, sobre a epoca das baladas, boates e tudo mais. Aguardem...
COMENTEM...COMENTEM...COMENTEM...COMENTEM...(é o mantra do Isso Mesmo, seu blog musical)
enviada por Luiz
05/04/2005 12:52
Depois de mais de uma semana sem novas entrevistas o "Isso Mesmo" conseguiu uma entrevista com o ex guitarrista da Banda "Drifter", Fabio Bianchini. Na entrevista ele fala sobre sua ex banda, planos para o futuro e como era Lins na epoca em que havia mais interesse no Rock.
Luiz (L) - Fabio, você fez parte da Banda Drifter que durante vários anos atuou em Lins e na região. Como foi que surgiu a idéia da banda?
Fabio (F) - a ideia de montar uma banda surgiu na epoca do primeiro
FestEng... na epoca a reuniao chamou-se Nivel 1 e apenas eu e o Flavio Raposeiro (bateria) continuamos o projeto que teve varios nomes... um deles era meio inusitado e foi sugerido por um mendigo que viu a gente tocando violao e tb se dizia musico... o nome era Squeek Vorm, q nao tinha siginificado algum mas soava legal... hehehe...Apos isso o baixo acabou sendo ocupado pelo meu irmao Guto e, despretenciosamente convidados o Joao Izar pra ocupar a outra guitarra... achavamos que o convite nao ia dar em
nada, mas como ele era amigo da galera acabou aceitando e se engajando no projeto inicial, fazer um Iron Maiden Cover... a formacao se estabilizou com Fabio Bianchini (V/G), Joao Izar (G/BV), Guto Bianchini (B) e Flavio Raposeiro (D) e foi assim durante um tempo como Iron Cover...ateh que resolvemos modificar um pouco o repertorio e incluimos desde bandas do cenario grunge do inicio dos anos 90, como Pearl Jam e Alice In Chains, ateh
composicoes proprias em ingles num estilo hard rock passando pelo metal melodico. Depois de um tempo o Guto acabou se mudando por motivos profissionais e eu assumi o baixo com um novo vocal, Pablo Demarchi. Essa foi a ultima formacao da Drifter. Compomos muitas outras musicas mas agora em portugues e incluimos mais hard rock nacional no repertorio.
(L) - Foram muitos shows? Quanto tempo durou a banda?
(F) - Nao vou dizer que foram muitos (jah que nao tinha tantos lugares pra tocar), mas foram bons, muito bons. Tocamos pra lugares vazios, abrimos show pra cantora brega (Bete Guzo em Araras/SP...hahahhahaha) com um publico incontavel ... de 4 pessoas (ou 3, nao lembro direito), tocamos na prainha de Ubarana num festival rock e pra festas de faculdade com 600, 700 pessoas,
com gente vomitando em cima do palco e gatinhas mandado recadinho no fim do show... Tivemos nossa fase "pop star" ...hehehehehehe. Alias, na minha opiniao, nossos 2 melhores shows... Saiu tudo redondo, na execucao das musicas e no feeling com o qual tocavamos...A banda esteve na ativa de 93 ateh ser dissolvida em 96 ou 97, nao me lembro bem...
(L) - Você nunca teve a pretensão de viver de musica ou deixar a banda pra seguir uma outra carreira foi conceqüencia da dificuldade que é ser musico?
(F) - Foi o caminho natural. O fim da banda coincidiu com a minha faculdade. Nao tinhamos mais tempo pra nos dedicar integralmente a banda como antes. Nao houve briga nem desentendimento entre nos. Tratavamos a banda com muito profissionalismo, mas como sabiamos das dificuldades de viver de rock no Brasil, tinhamos a consciencia de que nao seria pra vida toda...
(L) - Quem faz parte da comunidade da banda Drifter no Orkut (
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1628810 ) já sabe que você comprou aparelhagem de som novamente, pode ser uma volta da Drifter ou pelo menos do seu guitarrista para os palcos?
(F) - Para os palcos nao digo pois tenho muito a desenferrujar... A unica dificuldade em voltar com a Drifter com certeza eh a distancia entre seus integrantes... Apenas eu e o Izar ficamos em Lins... o Gutao foi pra Campinas e o Flavio tah em Bauru...
Na verdade estamos tentando viabilizar um projeto um tanto quanto ambicioso, cada um gravar com seus instrumentos na cidade onde estah e depois juntarmos tudo pra mixar e masterizar. Nao queremos imitar o The Police ou o Iron, que fizeram isso tb, mas apenas tentar mostrar nossas musicas ao pessoal que nao nos conhece...
(L) - Não sei se apenas eu, ou se todos que participam do nosso
blog/comunidade, mas ultimamente minha curiosidade pela Drifter em sido bem grande. Onde podemos encontrar algum registro da banda?
(F) - Gravamos apenas uma unica fita demo com uma musica nos estudios do Osvaldir Spadim. A musica rolou na Clube FM apenas uma vez durante uma entrevista nossa ao programa do Joao Daniel, antes do segundo Rock Beer Fest. Andei fazendo gravacoes amadoras no computador de uma musica instrumental nossa. Assim que ficar pronta disponibilizo pro pessoal conhecer um pouco do nosso trabalho...
Na foto Fabio(em foto surrupiada por mim do profile de orkut): "Levante essa bunda do sofah e se mexa..."
(L) - Lins é carente de shows de Rock, o que você acha que pode ser feito pra voltar aos tempos em que havia uma cena rockeira na nossa cidade?
(F) - Tah dificil pra todo mundo, mas acho q falta mais iciativa. Por exemplo, foi iniciativa nossa e de algumas outras bandas da epoca fazer o Rock Beer Fest. Procuramos patrocinio com varias empresas da cidade e tivemos um apoio fundamental do Osvaldo "Panda", proprietario da Video e Cia. e presidente da Associacao Comercial de Lins na epoca. Com o aval dele
ficou mais facil outras empresas patrocinarem o primeiro Rock Beer Fest. O negocio eh achar a pessoa certa. O Panda com certeza sentiu firmeza na nossa iniciativa jah que fizemos muitas reunioes ateh que tudo fosse concretizado. Vamos tirar a bunda do sofah e agir...
(L) - É muito dificil abrir uma conta no BB com você? (Como prometido eu não podia deixar de perguntar algo relacionado a sua atual profissão, risos) As suas taxas são mais atrativas?
(F) - Pula essa pergunta... hehehehe...soh cuido disse ateh as 4 da
tarde...depois eu quero distancia...rsrs...
(L) - Deixa uma mensagem pro pessoal que lê o "Isso Mesmo", e se tiver algum
plano musical pro futuro já compartilhe com os leitores. Obrigado pela
entrevista, e sempre que quiser tem esse espaço aberto pra divulgar e
comentar.
(F) - Essa historia de "deixar mensagem" eh complicado...hehehe, mas vou usar uma frase que jah usei aqui: Levante essa bunda do sofah e se mexa....As coisas nao caem no colo da gente... entao o jeito eh se virar... De planos pro futuro, espero estar tocando em breve em alguma banda... mas depois que a gente toca com tanta gente boa como o Gutao, o Flavio e o Izar, acaba se tornando seletivo...hehehe...entao soh vai valer a pena se for algo
bem legal...
Abracao a todos e valeu a oportunidade, Luiz...
------------------------- ------------------------ -------------
E lá vai mais uma entrevista do "Isso Mesmo", espero que vocês estejam aprovando este novo formato do Blog. Agradeço a colaboração do Fabio que apesar de não ter tempo se prontificou a realizar a entrevista.
Nota: O Motörama esta gravando sua demo, logo estaremos com ela pronta, e disponibilizaremos para quem tiver interesse em conhecer o som da nossa banda.
Nota 2: As resenhas de discos podem ser feitas por mim, mas isso não é obrigatório, se quiser me enviar a resenha pronta eu publicarei.
Abraço, e COMENTEM!!
enviada por Luiz
30/03/2005 12:18
Fala pessoal do Rock...
Desculpa a demora, mas ainda não consegui uma entrevista nova pra publicar...porém estou aqui pra notificar que já foi resolvido o problema do blig com comentários e vocês já podem comentar a vontade.
Mas nesse meio tempo, para não perder o pique e pra sempre ter novidades no "Isso Mesmo" vou começar a fazer resenha de Discos. Mas que fique bem claro que é opinião particular minha, e que não quero com isso criar inimizades com as pessoas que discordam do meu ponto de vista e gosto musical.
Pra começar as resenhas estou ouvindo o novo cd do Green Day, "American Idiot", por indicação do baixista da minha banda, Thidão(leia entrevista com ele nas materias anteriores).
Não vou negar que Green Day já foi uma das minhas bandas favoritas, especialmente quando comecei a gostar de rock. As melodias faceis e cheias de energia do Dookie me fizeram gostar muito dessa banda.
Neste novo trabalho que abre com o hit de MTv com o mesmo nome do disco podemos encontrar os vocais caracteristicos de Billie que também toca guitarra. A segunda faixa com o pequeno nome de "Jesus of Suburbia - City of the Damned - I Don't Care - Dearly Beloved - Tales of Another Broken Home" e igualmente curta (Mais de nove minutos), é legal, mas por ser tão longa acaba dispersando a atenção do ouvinte(um comentário muito pertinente da minha amiga JADE vale ser lembrado: "Essa musica é um pout poorrie[se é que é assim q se escreve]).
A banda esta mais velha, e um sinal de mudança é que não encontramos mais tantas musicas alegres como anteriormente, varias melodias em tom menor acusam um tom mais melancolico nas composições. Quanto as letras nem vou me atrever a comentar, pois me limitei a ouvir as faixas, sem prestar maior atenção nas letras, sem ler e muito menos procurar tradução.
A bonita balada "Wake me Up When September Ends", foge do esquema da maioria das musicas, mas ainda tras o mesmo clima melancolico que recheia muitas faixas do cd...da pra destacar também a produção, que demonstra uma sofisticação tipica das bandas que migraram pro setor mais acessivel da musica...varias camadas de sintetizadores, e instrumentos que fogem do esquema power trio adotado pelo grupo. Mas se encararmos toda mudança, sofisticação e evolução como algo negativo, vamos ouvir pra sempre Ramones(nada contra, aliás, uma das minhas bandas preferidas)
Outra musica gigantesca com nove minutos e meio com o pequeno nome de "Homecoming - The Death of St. Jimmy - East 12th St. - Nobody Likes you - Rock and Roll Girlfriend - We're Coming Home Again" me fez refletir se todo ódio que o punk sentia pelo Progressivo se reverteu em uma inexplicavel paixão. Desculpa, eu não consegui ouvir essa faixa inteira.
A guitarra esta soando mais gorda nesse album, a bateria nada que atrapalhe mas também não é nada que coroe Tre Cool, Mike é um excelente baixista, e no ambiente do rock simples só perde na minha opinião pro baixista do Rancid(mas também aquele é uma maquina de grooves perdida no ambiente Hard Core)
Um exemplo de musica legal é "Holiday"...Aquela guitarrinha que abre a musica e segue durante seus poucos minutos...não precisa mais que isso na minha opinião. Mas no outro hit de MTv "Boulevard of Broken Dreams", que apesar de um pouco menos agitada, tem peso, distorção e vocal muito bom. Da pra ver que o Green Day mudou, mas não podemos dizer que pra pior nem pra melhor. Evolução natural com um pouco de tentativa de se tornar mais acessivel(mas acessivel ele sempre foi) para o grande público.
KINKS "The Singles Collection"
Banda muito antiga de rock, eu conhecia apenas de nome, mas recentemente assisti um documentário sobre a história do rock e fiquei facinado com o riff simples porém facil de grudar da musica "You really got me", canção que em 2004 completou 40 anos, mas ainda é muito atual, alias até hoje não se sabe quem é a garota que inspirou Ray a compor essa musica, mas supõe-se que foi a primeira groupie da banda. A banda formada por Ray Davies(vocal/guitarra), Dave Davies (guitarra) irmão de Ray, Mick Avory (bateria) e Pete Quaife (baixista, depois substituído por John "Nobbly" Dalton), nunca recebeu muita atenção, pelo menos não a que deveria. Contemporanea e conterranea dos Beatles e Rolling Stones, participou da invasão britanica que começou com a ida dos garotos de Liverpool aos EUA. A musica mais marcante na minha opinião de fato é "You really got me", dificil ouvir e ficar indiferente, muito cativante, vale a pena ser procurada e em uma rapida busca pela internet você vai conseguir encontra-la, mas não recorra a versões, ouça a original.
You Still Want Me, essa canção tem um apelo muito legal, extremamente facil de guardar. Eu diria que se os Kinks estivessem na ativa e tocassem hard core seriam taxados de emo só por essas musicas de cunho romantico. Alias numa rapida procurada na net da pra perceber que os Kinks são uma especie de embrião do punk, melodias simples, distorção e atitude anti mainstream, e talvez essa dificuldade de lidar com a midia foi um fator decisivo pra colocar os Kinks no segundo escalão do rock.
Como o próprio nome do cd propõe, as musicas englobam vários singles da banda, então faixa por faixa da pra acompanhar a evolução da banda. Gostaria de destacar faixas como "Apeman", que se diferencia das demais faixas pelo ritmo e produção, "Victoria" também é muito bonita, e quando eu ouvi a introdução me lembrou muito as musicas de Hendrix, cheia de gritinhos ao fundo, um tipo de festa no estudio eu imagino
Recomendo o album, vale a pena conhecer os Kinks...rock pra quem gosta de som cru mas sem abrir mão de algumas baladas, e também pelo valor historico do album.
Essa foi minha primeira resenha de Discos, entre as entrevistas vou tentar ouvir coisa legais e trago pra vocês. Se você quiser me sugerir algo pra ouvir e elaborar uma resenha, ou mesmo me mandar uma resenha é só me mandar um e-mail. luiz.mussio@bertin.com.br
BREVE NOVAS ENTREVISTAS
Alias temos uma engatilhada com Gabriel Thomaz do Autoramas, assim que receber estarei publicando. Abraços e não deixem de COMENTAR
enviada por Luiz
23/03/2005 11:59
Caros amigos do "Isso Mesmo" depois de uma semana sem novidades temos uma nova entrevista com João Daniel, que participou da cena linense numa epoca em que existia uma "cena linense"...
A entrevista se desenrolou via e-mail, e João foi muito simpatico e prestativo. Vale a pena ler a entrevista apesar de ter ficado um pouco longa, especialmente pra quem não participou de vários momentos narrados por João durante o bate papo.
Luiz Rocklu (L) - E ai João tudo beleza? Primeiro é um prazer fazer uma entrevista com uma pessoa que participou de uma fase da nossa cidade em que havia um movimento em torno do rock muito mais expressivo do que hoje em dia. Você poderia falar um pouco sobre as bandas que tinham aqui em Lins? As pessoas, os eventos, enfim tudo que era relacionado ao Rock a algum tempo atras aqui em Lins?
João Daniel (JD)- O prazer é todo meu, Luiz.
Então, vamos por partes.
Sim! Em se tratando de rock, os anos 90 foram bem interessantes aqui em Lins. Existiam bandas de diferentes estilos e posso citar algumas:
A Osmose, uma rapaziada que mandava um punk rock clássico. Existia também uma banda de Death Metal que, infelizmente, me foge o nome agora. Essa banda era liderada por dois figuraças conhecidos como "Os Irmãos Death". Eles chegaram a gravar uma demo. Inclusive, essa demo ganhou resenha cheia de elogios da revista Rock Brigade.
Mas, sem dúvida, a banda que mais deixou saudades foi a Drifter. A Drifter tocava covers de heavy metal e hard rock e também fazia composições próprias. Cheguei a colaborar com eles, escrevendo letras de músicas. Foi uma honra.
Os shows da Drifter aqui em Lins e na região foram inesquecíveis. Quem desta época não se lembra das grandes apresentações da Drifter em festivais como o Fest Eng e o Rock Beer Fest? A Drifter era formada pelos irmãos Fábio Bianchini (guitarra e voz) e Guto Bianchini (baixo); o grande guitarrista João Izar (um ícone do rock linense) e o Flávio Raposeiro (bateria). Na fase final da banda, quem assumiu o vocal foi o Pablo. Ele era um ótimo vocalista, letrista e compositor, vindo de Santa Catarina.
Infelizmente, depois de alguns anos, a banda terminou e cada um seguiu o seu caminho.
Sobre os festivais, sem dúvida, os que destacaram : Fest Eng e o Rock Beer Fest. O Fest Eng era um grande evento cultural da Fundação, que trazia concursos de dança, artesanato, literatura e música. Para a rapaziada que curtia rock, o concurso de bandas era o ponto alto deste evento. Muitas bandas eram formadas especialmente para o Fest Eng. O pessoal participava com muita vontade de tocar ao vivo. Todo mundo se divertia. Foi num Fest Eng, por exemplo, que o pessoal da Drifter se conheceu.
Outro festival que fez sucesso foi o Rock Beer Fest, organizado pelo Panda da Video & Cia. Foram três no total. O mais famoso aconteceu no Recinto de Exposições, em 95. Na época eu era radialista e apresentava o programa Rising Rock na Clube FM.
Tive o prazer de me envolver e ajudar a selecionar as bandas para este festival. Foi dureza convencer o Panda, mas consegui fazer com que ele trouxesse para este festival duas bandas que tinham um grande nome no cenário underground da época: a banda de heavy metal brasiliense, Dark Avenger (hoje muito reconhecida aqui no Brasil e no exterior), e a banda punk de Araraquara, Funeral.
Esses shows foram sensacionais. Tive a sorte de assistir tudo lá no canto do palco, tirando muitas fotos. (risos)
A Drifter e a banda dos "Irmãos Death" também tocaram neste festival.
Além das pessoas destas bandas que citei, posso também lembrar de alguns rockeiros famosos aqui da cidade que movimentaram a cena. Muitos nem moram mais aqui em Lins:
O Júlio César, professor de História, era um deles. No começo dos anos 90, ele apresentava um programa na rádio católica Regional Esperança chamado Caleidoscópio. Ele conseguiu a louca proeza de tocar Black Sabbath e Motorhead na rádio dos padres. (risos). Lógico que o bispo não virou fã do programa. Por isso ele não durou muito por lá.
O Julião era o maior colecionador de discos e cd's da cidade. Se você estava a fim de conhecer bandas novas ou bandas antigas, raridades, nacionais ou gringas, era só ir na casa dele munido de várias fitas cassete. Hoje ele mora em Bauru.
Outros rockeiros "famosos": o Pelé, o Duda, o Piga, Paulo Satani, a Patrícia, a Daniela, o Lupa, o Pardal, o Val, o Chico ... Eles ajudaram muito a divulgar o rock na cidade. Reuniam a rapaziada pra curtir um som no BDI ou num boteco qualquer de vila. E claro, comprando discos, descobrindo bandas e fazendo cópias para aqueles que não conheciam. Era a época em que não existia a tal da internet.
(L) - Eu não cheguei a ouvir seu programa no radio, mas diversas pessoas já me falaram sobre ele, inclusive o baixista da minha banda. Como foi a experiência do seu programa? E por que ele acabou?
(JD) Posso dizer que me diverti muito. Mais do que ganhei dinheiro (risos). Fazer rádio aqui no interior é mais paixão do que qualquer outra coisa.
Vamos para a historinha.
Tudo começou em 94. Eu tinha 17 anos e ouvia muito a rádio Itaipú de Marília. Lá o pessoal rolava muito rock, colocava programa especializado no ar e tal. Eu vivia telefonando para as rádios de Lins, reclamando muito e perguntando porque não tinha nenhum programa de rock igual ao da Itaipú. Os caras me respondiam que era porque os caras de Marília eram muito radicais e que ninguém em Lins era louco o suficiente para fazer igual.
Aí eu resolvi ser esse louco. rs
Fui lá na Clube FM com um projeto de programa na mão. O Moacir Amaral, na época o diretor geral da rádio, gostou da idéia.
O que surpreendeu foi ele dizer que me remuneraria pelo programa. E eu que estava disposto a fazer de graça. (risos). Era um moleque que só queria mesmo tocar rock na rádio.
O Moacir me colocou em estágio para que eu pudesse aprender a mexer no equipamento do estúdio de locução. Fiquei vários meses aprendendo e esperando a hora dele decidir colocar o programa no ar. Nesse meio tempo eu peguei gosto pelo rádio. Esse troço vicia.
Em 95, a Clube FM foi vendida para um dono de rede de rádio de Andradina. O novo proprietário mandou dispensar todos aqueles que estavam fazendo estágio na rádio. Foi quando eu pensei: "Fudeu! Já era o programa, antes mesmo dele ir ao ar!!"
Mas eu não desisti e lá fui conversar com o filho do dono, que tinha virado o diretor artístico da rádio.
Para a minha surpresa ele gostou muito da idéia e disse que o programa ía rolar sim, semanalmente, aos domingos. Como já sabia mexer no equipamento, foi só gravar um piloto para ser aprovado. Finalmente, no final de 95, apresentei a primeira edição do Rising Rock. O nome do programa foi idéia do Flávio, baterista da Drifter, em homenagem ao clássico disco Rising, do Raibow (banda de Ritchie Blackmore e do James Dio).
Claro, apresentei esse primeiro programa nervoso, errando pra caramba (risos). Era natural.
Mesmo assim o pessoal da rádio gostou da minha locução e daí fui contratado para fazer programação normal. Aceitei porque já tinha me apaixonado por rádio mesmo. Não ligava em ter de tocar dance e pop. O importante também era a manutenção do Rising Rock nos finais de semana.
Exceto por um intervalo de 1 ano (96-97), fiquei por lá trabalhando e apresentando o Rising Rock até 2000. Além de produzir o Rising, também fui programador musical da AM e da FM.
Trabalhei com esportes. Produzia e apresentava o "Show de Bola" na Clube AM. Também apresentei e produzi o Clássicos da Disco na FM.
Musicalmente eu aprendi bastante durante todos esses anos na Clube. Mas a minha praia sempre foi o rock n'roll e o Rising Rock. Eu já estava insatisfeito na Clube, querendo que o Rising Rock aumentasse de tempo, ganhasse mais quadros, o que não era permitido pela direção. Cansado, em 2000, eu decidi sair de lá para a Rádio Cidade. Levei junto o Rising Rock para lá.
Na Rádio Cidade, sem censura, pude fazer tudo o que eu queria dentro do programa: criar novos blocos especiais, entrevistas, botar ouvinte no ar para falar o que quiser, sortear prêmios, tocar todo tipo de som que fosse relevante, etc..
O programa ganhou duas horas de duração e começou rolando domingo à noite. Depois foi para domingo à tarde. E, por fim, no sábado à tarde, das 15h00 às 17h00.
Nesta fase do Rising Rock tinha o Desafio (onde o ouvinte tinha de acertar a banda que estava rolando para ganhar cd's), o Rock Cabeça (onde eu escolhia um tema e depois entrevistava o pessoal nas ruas para dar opiniões. E com certeza, saíam as opiniões mais bizarras e engraçadas possíveis), o Rockmobilismo (onde eu falava de automobilismo, intercalando com sons elétricos que tinham a ver com velocidade) e os dois blocos que inspiraram algumas coisas hoje usadas no programa Zaapinn (da atual Pop Rock), como o Momento Trash (onde rolava trechos de cantores bregas autênticos como Sidney Magal e Aracy de Almeida, e depois "jogava na privada" as músicas horríveis de pagode, sertanejo, funk e mbp da modinha) e o Rising Rock Net (onde eu invadia chat's, trocava idéia com os ouvintes pelo ICQ e dava dicas de coisas interessantes que rolavam na rede).
Dentro desta nova fase do Rising Rock, fiz programas inesquecíveis. Como o dia em que entrevistei um rapaz aqui de Lins que teve contato com um disco voador junto com a sua família. Neste dia toquei músicas de várias bandas que tinham a ver com o tema, como o Man Or Astroman e o Hip Monsters.
Em 2001, além do Rising Rock, criei o programa Ultravox (homenageando uma banda clássica dos anos 80).
Primeiro, o Ultravox rolou pela internet. Isso foi dentro do site do programa Rising Rock. Depois ele virou programa na própria Rádio Cidade, substituindo o Rising Rock. No Ultravox, além de rock, eu tocava muita música eletrônica e entrevistava bandas de rock independente por telefone. Entrevistei bandas como Leela, Martha V, Los Pirata e Sugar Kane.
Por incrível que pareça, tudo isso aconteceu na época da Rádio Cidade "popularzona", antes dela se tornar a atual Pop Rock.
Cheguei a trabalhar nesta fase Pop Rock como locutor e programador. Alguns meses depois, por divergências com novo o coordenador artístico, acabei saindo de lá. Ao mesmo tempo, já estava cansado de fazer rádio e receber pouco salário. E às vezes, deixando de receber aquilo que foi combinado. Isso acaba desanimando até aqueles que fazem tudo com muita paixão.
Ainda tenho muita amizade com o pessoal da Rádio Cidade, em especial com os locutores. Colaboro mandando músicas para eles e passo dicas de sons para eles tocarem na programação.
(L) Quais são suas atividades atualmente? Você continua vivendo aqui em Lins?
(JD) Ainda moro em Lins. Faço "frila" como desenhista e webdesigner. A maioria dos trabalhos vem de São Paulo.
Também estou escrevendo roteiros para histórias em quadrinhos. Em breve, batalharei uma editora para publicá-los.
(L) Na sua opinião, o que você acha que falta pra desencadear uma mudança musical aqui em Lins? Não falo só sobre rock, mas uma diversificação geral na musica, nos eventos relacionados a ela no nosso municipio.
(JD) Em se tratando de cultura, Lins ainda é muito pobre. Lins não tem teatro. Até pouco tempo atrás, Lins não tinha uma sala de cinema.
Não vou botar só a culpa na Prefeitura, que não tem ousadia de investir em idéias e eventos novos, se limitando apenas em organizar coisas "batidas" como carnaval de rua e orquestra de praça. As empresas também têm muita resistência em liberar verba para algum evento cultural diferente, incluindo os eventos musicais.
Os promotores de festas deveriam ter mais criatividade. É muito mais fácil e cômodo um promotor apostar numa Festa do Pijama para universitários na Baden Baden , sabendo do lucro garantido, do que arriscar em trazer um evento cultural diferente. Outro exemplo de mesmice e falta de ousadia.
Algumas empresas investem na Exposição, que todo ano é aquela mesma coisa chata. E, pior, nos últimos tempos vem caindo mais de qualidade e aumentando o preço dos ingressos. No ano passado, eles trouxeram o Paulo Ricardo e foi um fiasco de público. Lucraram muito menos do que esperavam. Espero que aprendam a lição.
Em Lins existem algumas pessoas "guerreiras" que gastam muita saliva em reuniões com empresários e com a Secretaria de Cultura da Prefeitura para mendigar alguma verba para o evento cultural que estão organizando. E, muitas vezes, sem sucesso.
Outros ainda se movimentam e conseguem reunir um número considerável de pessoas para algum show de rap ou de rock no Clube Linense, mesmo sem ter grana para anunciar em rádio.
Em 2004, rolou o Aldeia do Rock, o show do Angra e do CPM 22 no Recinto. Tomara que eventos como esses rolem com mais freqüencia. E tomara que mais promotores ousados tenham mais coragem de organizar shows e eventos diferentes aqui na cidade.
(L) - Apenas dando uma olhada no seu profile de orkut já da pra perceber que você gosta muito da banda Manic Street Preachers, e como não podia deixar de ser procurei ouvir alguma coisa dessa banda antes da entrevista. Consegui ouvir faixas do cd "Know Your Enemy"(mais agressivo) e também do cd "This is My Truth"(uma sonoridade mais trabalhada, onde eu senti muita falta da guitarra do "Know Your Enemy" em várias faixas), mas nada que possa me fazer definir o som da banda. Fale um pouco sobre essa banda, que até entrar no seu profile era totalmente desconhecida por mim e acredito que por muitos leitores do "Isso Mesmo"
(JD) Está se tornando um repórter investigativo, hein! (risos)
Realmente, essa variedade de estilos é o grande lance do Manic Street Preachers.
O disco de estréia de 92, "Generation Terrorists", foi um disco hard rock. Assim como o segundo, Gold Against The Soul (93).
O terceiro, "Holy Bible" (de 94), foi o disco onde o punk rock ácido imperou.
O seguinte, "Everything Must Go" (96), trouxe o melhor que o britpop podia oferecer, junto com boas canções elétricas como a faixa "Australia".
"This Is My Truth..."(98). Ah!! Esse foi um disco onde os Manics flertaram com o progressivo.
"Know Your Enemy" (2001) foi um disco cru, nervoso, direto e, ao contrário do anterior, quase sem nenhuma pompa na produção.
E, finalmente, Lifeblood (2004), é um disco que, antes de ser lançado, já foi classificado pelo próprio baixista Nicky Wire como sendo um disco de 'elegiac pop' recheado de belas canções. Ele foi concebido através da química perfeita entre os três últimos.
E o próximo álbum? Como será? Como virá musicalmente? Ninguém sabe.
Eles não repetem as fórmulas musicais, não se prendem e nem levantam bandeira de qualquer estilo musical que seja dentro do rock.
Sem constrangimento, o vocalista James Bradfield revelou que o riff da música "Motorcycle Emptiness", do disco de estréia, foi inspirado em "Dancing Queen" do Abba. Tempos atrás, no site oficial (www.manics.co.uk) , o baterista Sean Moore revelou que seu disco preferido é "London Calling" do Clash.
Erroneamente, muitas pessoas acusam os Manics de serem uma banda sem identidade. Mas quem saca o espírito dos caras, sabe entender bem a proposta deles. No fim, muitos concordam que a banda é uma das mais coerentes da história do rock.
Principalmente porque os Manics sabem manter o nível de qualidade das letras inteligentes, que trazem contos urbanos, desilusões humanas e críticas políticas ácidas, não importando qual instrumental elas levam.
É por isso que é a minha banda favorita.
Recomendo para aqueles que não conhecem a banda, ouvirem as coletâneas "Forever Delayed" e "Lipstick Traces", que trazem um bom apanhado da carreira dos Manics. Para conhecerem o conteúdo das letras, recomendo o site: www.manics.nl.
(L) Atualmente o que você tem ouvido?
(JD) Nunca paro de ouvir os Manics, o The Smiths , o The Clash, o Ira e o Echo & The Bunnymen.
Mas tenho ouvido e gostado de muitas bandas novas como Razorlight, Keane, Bloc Party , Elefant, The Killers, Franz Ferdinand e Arcade Fire.
Gostei bastante dos últimos discos do Mars Volta e do A Perfect Circle.
Estou curioso para ouvir o disco cheio do The Tears, que é a banda do vocalista Brett Anderson e do guitarrista Bernard Butler, ambos do Suede, banda que fez história no começo dos anos 90. Ouvi o primeiro single e achei muito bom. Suede puro. Não entendi porque eles já não voltaram de uma vez com a banda.

João Daniel na epoca da rádio "O rock foi feito para as pessoas se divertirem.
Esse é o motivo para você de Lins, que está cansado de não ter uma opção para curtir um som legal na cidade, se unir e participar da comunidade."
(L) - Várias pessoas que estão lendo sua entrevista ainda não participam da comunidade no Orkut "Rock em Lins" http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1176592. Você acha essas iniciativas de reunir as pessoas em torno de uma causa validas? Você é um dos mais atuantes da nossa comunidade, deixa uma mensagem pra quem ainda não participa dela?
(JD) Acho uma iniciativa muito válida. Numa comunidade como essa, as pessoas podem discutir, opinar e contribuir com várias idéias para um objetivo em comum ser alcançado.
Tudo pode começar num tópico e acabar numa festa legal reunindo o pessoal da comunidade para curtir o Motörama fazendo um show, por exemplo.
Não é legal uma festa onde os membros da comunidade podem se conhecer pessoalmente para novas amizades?
Sem a ajuda da comunidade, como isso seria possível? Onde você acharia o número de telefone de mais de 50 pessoas para armar um encontro?
Com o tempo, o encontro pode rolar numa casa noturna, com discotecagem rockeira e algumas bandas bacanas tocando...Por que não? O rock foi feito para as pessoas se divertirem.
Esse é o motivo para você de Lins, que está cansado de não ter uma opção para curtir um som legal na cidade, se unir e participar da comunidade.
(L) - Quero agradecer a entrevista, e que você saiba que o "Isso Mesmo" está aberto pra todos que querem mostrar seus trabalhos, seja na musica, teatro, arte e tudo que for relacionado a cultura, sempre que quiser deixar alguma mensagem para os leitores fique a vontade. Uma ultima pergunta: E o programa de radio, sera que um dia volta pra matar a saudade dos que já ouviram e a curiosidade dos que ainda vão ouvir?
(JD) Valeu demais, Luiz. Eu que agradeço o convite.
No momento estou mais concentrado em produzir roteiros para histórias em quadrinhos. Isso toma grande parte do meu tempo. Mas tenho sim a vontade de fazer um programa de rádio de novo algum dia. Quem sabe eu não volte a fazer nos finais de semana ou pela internet mesmo? Seria um grande prazer.
Entretanto, depende muito também de uma rádio aceitar de volta formatos de programas como o Rising Rock e o Ultravox.
Hoje em dia, isso é bem complicado (risos)
Um forte abraço.
É ISSO AI, MAIS UMA ENTREVISTA DO NOSSO BLOG MUSICAL
AGUARDEM A PROXIMA!!!
enviada por Luiz
18/03/2005 09:10
Mais uma atualização da Revista de Entrevistas On-Line Isso Mesmo(que nome legal esse!). Conforme previsto na ultima atualização entrevistamos Thiago Berlato, ou simplesmente Berlato, o cara que segura o vocal e a guitarra da banda A Vó é Véia. Em uma conversa por e-mail ele fala sobre sua banda, influencias e planos...Sua banda passou por um periodo parada, mas neste ano voltaram a ensaiar e ao que tudo indica estarão de volta aos palcos ainda este ano. Numa conversa tranquila por e-mail Berlato foi muito simpatico, e tocou em varios assuntos relevantes a nossa cena linense.

Luiz Rocklu (L) - E ai Berlato, você tem ensaiado com sua banda A Vó é Véia novamente. Vocês ficaram uns tempos parados. Por quê?
Berlato (B) - A falta de tempo por causa do ultimo ano da faculdade em 2004 fez com que nós nos afastássemos da musica. Em dezembro de 2004 voltamos a ensaiar

(L) - Qual é atual formação da banda?
(B) - Eu (guitarra e vocal). Barriga (bateria) e Thidown (baixo)

(L) - O repertório já está montado e pronto pra fazer shows novamente?
(B) - O repertorio ainda não está completo, pois optamos por qualidade das musicas acima de tudo e não quantidade. Devemos ter até o fim do mês umas dez musicas mais ou menos.
Berlato e sua Les Paul: "...Se um musico não ajuda sua classe , quem irá ajudar? Apesar de não gostar de pagode eu nunca vi isso acontecer com eles!"
(L) - Levando em conta que a ultima formação da banda contava com variados estilos de rock o que podemos esperar dessa volta da Vó? Continuara um repertório calcado entre clássicos do rock, punk rock e outras vertentes do genero?
(B) - Sim. Não levamos em consideração nenhuma classificação musical para a banda. Não podemos dizer que tocamos Hardcore, punk rock, pop, etc. Vou além, acho que "Ser uma banda de rock" já é uma coisa que não vejo mais com os mesmos olhos. Às vezes uma musica não classificada como "rock" pode fazer parte tranquilamente de meu repertorio sem que isso afete o intuito da banda, eu gosto da Madonna...E vc ? rsss. Acho que o principal a gente tá alcançando: tocar somente as musicas que gostamos, mesmo que isso não abra portas pra nós.Já tentamos tocar musicas das paradas pra agradar o publico e nunca funcionou. Não me importo de ficar tocando no quarto da Barriga o tempo todo não. Não nos importamos se tocamos uma musica do Green Day e logo depois uma do U2 ou coldplay , se a gente gosta da musica é isso que importa , apesar de que muita gente pode achar que a banda não tem identidade e tals . Não nos importamos, pois tocamos por prazer. Somente isso.

(L) - E os convites para tocar, já estão aparecendo?
(B) -Ainda não. Pouca gente sabe que a gente está tocando novamente

(L) - Como frontman da banda, você diria que cantar e tocar ao mesmo tempo limita as possibilidades tanto na voz quanto na guitarra ou isso só vem a somar e não prejudica?
(B) - Com certeza vc é limitado às vezes mais isso serve de estimulo pra poder criar coisas suas em cima da melodia existente. Fica uma porta aberta pra vc criar uma linha própria em cima do vocal e da melodia da musica já existente , procurando aproximar ao máximo do original .

(L) - Quando pensamos na Vó é Véia sempre vem a cabeça "de onde veio o nome, quem é essa Vó e seria ela mesmo velha?", qual a origem do nome da banda?
(B) - Esse nome surgiu de uma brincadeira minha e do Barriga pois sempre falava " sua vó é veia " rsss . Um dia a gente ia tocar em um lugar e o organizador da festa perguntou qual o nome da banda para por no cartaz e eu disse: sei lá, ve com o barriga, a vo dele é veia mesmo! . Daí o cara disse: Nossa! Genial! A vó é veia ! vcs são genios ! ...Dai pegou!

(L) - Quando você está se apresentando, durante o show, da pra descrever a sensação?
(B) - É unica .....Só quem já fez isso sabe como é

(L) - Existe algum show que te marcou, inesquecível?
(B) - Sim. Fest eng de 2002. Banda com formação perfeita para o momento (Não que a formação atual não seja perfeita também ! , longe disso rssss ) Rodi (vocal e guitarra 2), Barriga (Baixo) , Eu (Lead guitar e backing vocals) e José Fernando ( Bateria - meu grande amigo Zé fernando) tocando Bed of roses do Bon Jovi e um monte de gente cantando junto. Isso marcou minha vida ! sem brincadeira !

(L) - O que você tem ouvido nos ultimos tempos?
(B) - De tudo um pouco. Acabei de descobrir que toda musica possui sua essencia propria , por isso mudei os rumos de minhas influencias. Ouço muito U2 , Lifehouse, Aerosmith, papa roach , Hoobastank , coldplay , franz Ferdinand , Green Day , Pearl Jam . e Bon Jovi

(L) - Além dessa banda, quais outras você já participou?
(B) - Já fui convidado para muitos projetos mais nunca cheguei a tocar neles...Sempre dava errado antes do 1º ensaio !

(L) - Como você sabe um dos papéis desse blig é tentar promover a interação entre bandas de rock da nossa região, promoção de shows e abrir os olhos das pessoas pro sons que vem das garagens e quintais de Lins e região. Você acha esse sonho roqueiro viável, como podemos mudar o panorama atual de total estagnação e falta de interesse de publico e promotores de eventos no nosso nicho musical?
(B) - Acho que o povo tem que ser mais tolerante com isso. Eu acho que o que mais bloqueia um roqueiro é um outro roqueiro . Porquê ? Porque para a maioria das pessoas que tocam aqui na cidade vão assistir as outras bandas tocarem pra depois ficarem falando que o cara errou tal hora e tudo mais. Não existe incentivo por essa parte . Se todos nó caminhassemos juntos no objetivo desse blig a coisa seria diferente. Me responda uma coisa : quantas vezes vc tocou em um lugar e na primeira fila do palco tinha umas cinco ou seis pessoas que vc sabe que toca cochichando uns com os outros sobre vc ? E dai vc fica tenso pra mostrar pra eles que vc sabe do que faz e esquece do publico, que é o principal interessado? Não vou ser hipócrita em dizer que nunca fui um desses que estava lá coxixando na frente mais mudei muito com relação a isso. Se um musico não ajuda sua classe , quem irá ajudar? Apesar de não gostar de pagode eu nunca vi isso acontecer com eles! Estranho né ...Mais...Fazer o que !
A banda "A Vó é Véia". Na foto: Berlato e Barriga em ação
(L) - Você pensa em viver de musica?
(B) - Não ....tenho outros objetivos pra minha vida ....Quero levar isso como um robby assim como aquelas pessoas que tem aquela "pelada de fim de semana sagrada" entende. Mais não vou negar que seria ótimo viver de musica!

(L) - Deixa uma palavra pras pessoas que freqüentam o "Isso Mesmo"...pode dizer também onde e quando poderemos curtir "A Vó é Véia" e como fazer pra entrar em contato com a banda.
(B) - Vamos ajudar uns aos outros deixando todas as diferenças de lado pois todos nós estamos em busca do mesmo objetivo ! Pra entrar em contato com a banda basta enviar e-mail para thiagoberlato@hotmail.com (MSN) ou ligar para (14)81167730 - Celular do Barriga .
FIM
Ficamos impressionados com a quantidade de comentários na entrevista com Jairo da GENERATOR, a banda se mostrou muito popular e uma ótima divulgadora da sua entrevista. Parabéns!
No momento ainda não tenho nenhum contato pra fazer uma nova entrevista, conto com o apoio dos frequentadores do Isso Mesmo pra indicar um potencial entrevistado.
Abraços!
enviada por Luiz
16/03/2005 12:34
Nossa atualização hoje traz uma entrevista com Jairo, guitarra e backing vocal da banda GENERATOR de São Paulo Capital. É muito interessante perceber que apesar de ser uma cidade grande e musical, durante a entrevista Jairo mostrou que existem dificuldades e um certo bloqueio pras novas bandas.
Segue a entrevista com Jairo, que foi muito simpatico e atendeu prontamente ao convite para entrevista via e-mail.

Luiz (L) - E ai Jairo, você é guitarrista e backing vocal da banda Generator. Qual o tipo de musica que vocês fazem? E quem são os outros membros da banda??
Jairo (J) - Nós fazemos um som Hard Core, mas com diferentes influências como, Nofx, Ramones, Lag Wagon, Millencolin, The Door, Dead Fish e Nirvana. E os outros membros são:
Felipe - Baixo e Backing vocal
Fernaun - Guitarra e vocal
Caio - Bateria .,

(L) Como nasceu a vontade de montar uma banda?
(J) Quando tinhamos uns 11, 12 anos idolatravamos o Nirvana e os Ramones, tanto o som como a atitude, aí aprendemos aos poucos a tocar as músicas deles, assim agrupamos o util ao agradavel, cada um tocava um instrumento e montamos a banda.

(L) As bandas independentes não conseguem facilmente espaço pra tocar e mostrar seus trabalhos aqui na nossa região, apesar de existir um grupo grande de pessoas que curtem rock. A sua banda encontra esse tipo de dificuldade? Como é a cena independente na sua cidade?
(J) A gente começou muito cedo, temos 18 anos e nesse ano a banda completa 5 anos de vida.COmeçamos em 2000. Como eramos muito pivetes, ninguém levava a gente a sério, mas a gente fazia um som responsa...Então aos poucos fomos ganhando respeito. Mas nunca tivemos um grande suporte.
Aqui a cena independente é uma piada, muita gente é independente, mas ainda sim é uma puta piada, ninguém apoia, o que manda é o dinheiro, se você é independente e tem grana te respeitam, você toca em bons lugares, caso contrario... Muito raramente a banda se desenvolve com público em lugares.Aqui em São Paulo tem uma casa de shows que chama Hangar 110, o ´´santuário´´ do underground, todos querem tocar lá, aí com a gente rolou um fato interessante, vou contar pra vocês.
Em 2002 chegamos a tocar com Gritando Hc, Ação Direta e outras bandas com mais expressão, começamos a ganhar um certo público. Aí uma banda com grande expressão nos convidou para tocar no Hangar. Todos ficamos muito felizes e empolgados, mas o dono do hangar vetou nossa participação na noite. Não sei o porque...Acho que eramos muito novos, mas ele diz que era porque ele tinah um festival de bandas novas e a gente nunca tinha tocado, enbtão ia desvalorizar o festival dele.
Ou seja, é tudo uma grande política né? Temos que fazer o que os outros mandam, raramente podemos ser nós mesmo. è tudo uma grande piada. Como somos nós mesmos, não conseguimos muito espaço.

(L) No site www.tramavirtual.com.br/generator podemos escutar a musica "Diga que valeu", tem uma pegada bem Hard Core. Você tem outras composições próprias que ainda não foram gravadas ou disponibilizadas no site da Trama? Como funciona esse lance de compor na sua banda, existe um interesse em produzir material novo?
(J) Temos sim coisas que não foram gravadas e um material que não está no site, mostramos os sons nos shows (hehehe).
Agora o lance de compor, a gente é muito lerdo pra compor, nunca vi uma banda demorar tanto para fazer suas músicas, mas é que as nossas músicas vem do coração, então elas surgem quando ele se manifesta. Um interesse em produzir um material novo sempre existe, o que falta é a verba, que acho que falta para quase todas as bandas do independente brasileiro. Então raramente as bandas ou nós mesmos conseguimos gravar um material com qualidade.

(L) Vocês estão na luta a quanto tempo? E os shows da banda? Como voce descreve a banda no palco?
(J) Temos como já mencionei em outra pergunta quase 5 anos de banda.
Ah cara, descrever nossos shows é estranho. Fazemos shows bons e alguns ruins. Mas sempre que estamos no palco, estamos fazendo o que a gente mais gosta que é tocar, então sempre vai rolar um feeling em cima do palco...pulamos, gritamos, batemos nos matamos hehehe...Mas sempre nos divertindo, porque o som que a gente faz, a gente faz porque gosta, porque curte, porque ama, não pra afzer uma média, tirar uma grana ou qualquer outra coisa.
Banda Reunida "...as nossas músicas vem do coração, então elas surgem quando ele se manifesta."
(L) Fala um guitarrista que te serve de inspiração? Um tipo de influencia no instrumento?
(J) Um guitarrista é díficl escolher, mas acho que seria Robby Krieger - The Doors. Gosto muito também de Jhon Frusciante ( Chili Peppers )

(L) Bom, pra finalizar deixa uma mensagem ai pro pessoal de Lins e região, e também o site ou onde eles podem saber mais sobre a banda GENERATOR.
(J) Aí galera usem muito esse site, porque são poucas pessoas que tem um sangue bom na cena, aproveitem porque o Luiz é gente fina e ta abrindo espaço pra informação pra voces!
E esperamos em breve estar aí tocando fazendo shows. Se alguém tiver interessado e email pra contato é:
jairofa@terra.com.br
Valeu Luiz!!!
FIM
Editei essa atualização ouvindo o som da banda no site da trama, eu posso dizer que é muito enérgico como um bom Hard Core deve ser...Vamos prestigiar o som do GENERATOR, o player do site da Trama carrega muito rapido e musica tem pouco menos de tres minutos, vale a pena usar uns minutos pra prestigiar uma banda que está na luta como muitos de nós.
Próxima atualização provavelmente será uma entrevista com o Vocal e Guitarra da banda A Vó é Véia de Lins, Berlato, estarei entrando em contato com ele provavelmente ainda hoje...
AGUARDEM...
Nota sobre a minha banda(MOTÖRAMA): Fomos convidados a tocar na UNESP de Ilha Solteira, mas além de não contarmos com o repertório completo pra um show, ainda tem o porém de que sexta feira estarei tirando mais um dente do siso(eu tenho milhares dele, sou um mutante) e não rola nem a pau de tocar com a mandibula praticamente fraturada e sobre os efeitos de antibióticos(sei lah, vai q da um barato), hehehe
enviada por Luiz
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